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2 de Agosto de 2021

Sistema chileno de aposentadoria Cap.4 Quando e com quanto posso me aposentar

Tem pessoas que gostam de saber o final antes de começar o livro...

há 2 anos

Eu gosto muito de um autor chamado Khaleb Hosseini, afegão por nascimento e americano por adoção. Ele fala que as pessoas no Afeganistão adoram saber o final das novelas, então eu vou contar o final da história aqui antes de começar.

No sistema previdenciário chileno, não interessa se você trabalhou na lavoura ou numa grande empresa, o que importa neste tipo de sistema, é quanto dinheiro você conseguiu acumular e com qual idade você quer se aposentar.

No meu caso, decidi que quero me aposentar aos 53 anos (enquanto escrevo este pequeno livro, tenho 50, falta pouco mesmo hein), mas poderia me aposentar aos 65 anos, mas minha juventude teria ido embora e dinheiro não é tudo nesta vida.

O interessante deste sistema é que podemos nos planejar e decidir o que fazer e quando fazer. No meu caso, parei de contribuir para o sistema previdenciário chileno em 2011, conseguindo acumular até aquela data, o montante de R$250.000,00. Caso eu tivesse continuado contribuindo para o sistema, teria muito mais, mas como decidi parar antes, apenas me resta esperar até conseguir o montante mínimo e acompanhar diariamente as mudanças na economia mundial e migrar de fundo se necessário.

Hoje, em 2019, o valor do meu fundo beira o montante dos R$433.000,00, um bom dinheiro para quem deixou de contribuir há mais de 8 anos, mas o que interessa aos brasileiros que estão lendo estas palavras é a idade com a qual poderia me aposentar.

Existem três tipos de sistemas vigentes no Chile, quando você for querer se aposentar, diferindo muito do sistema brasileiro, no qual você precisa cumprir requisitos estipulados em lei para poder se aposentar por idade ou por tempo de contribuição, tais como ser um segurado especial ou urbano, períodos de carência, qualidade de segurado, cálculo do RMI entre outras exigências burocráticas para receber sua tão esperada aposentadoria.

O primeiro sistema, que chamaremos de S1 (Sistema 1), é conhecido como “renda vitalícia”, parecido com a aposentadoria por tempo de contribuição no Brasil, podendo, no meu caso, me aposentar com R$2.000,00 (dois mil reais) ao mês, até meu último dia nesta terra.

O S2, é comumente realizado através de companhias de seguro, onde calculam a expectativa de vida, segundo seus hábitos, tais como fumar, beber, avaliação de doenças e outros parâmetros. A vantagem deste tipo de sistema, é que, caso for estipulado o tempo de vida até 90 anos, você receberia um montante maior que o S1 no começo, mas decresceria até chegar àquela idade. Caso você morrer antes, seus herdeiros receberão o excedente, caso você não morrer e viver até os 100 anos, azar o seu, deveria ter morrido antes... ficará 10 anos sem receber absolutamente nada.

No último sistema, o S3, seria algo mais ou menos assim, caso você decida se aposentar com 65 anos, por exemplo, seriam entregues os seguintes benefícios:

A mesma renda mensal do S1 (R$2.000,00), que seria o mínimo que receberia, acrescido do que se conhece por “Saque do Excedente de livre disposição”, o qual, no meu caso, e isto são valores reais, poderia retirar o montante de R$480.593,00!

Finalizando este capítulo, o que quero que você entenda, é que pode escolher se aposentar com o mínimo, mas pelo resto da tua vida e bem cedo, ou se aposentar mais tarde e receber um montante bem generoso além de uma renda mensal até seus últimos dias.

A segunda hipótese parece mais atrativa, no meu caso optarei por me aposentar aos 53 anos, mas isso é uma escolha pessoal, o ponto positivo deste sistema é exatamente isto, você pode escolher como terminará sua vida, financeiramente falando, para mim tomando caipirinha todo mês até morrer parece mais benéfico, já que ninguém sabe o dia de amanhã.

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